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Intercâmbios – Entrevista com brasileiro que mora nos EUA

Fazer intercâmbio é o sonho de muita gente que estuda inglês, assim como outros idiomas. Afinal, tem maneira melhor de aprender outro idioma do que ir “direto na fonte”? Sendo assim, você “vive” o inglês 24 horas por dia, conhece gírias, a cultura, sem falar que uma experiência fora do país pode ser muito interessante para o seu currículo. Afinal, como disse minha esposa num dos seus momentos inspirados, “primeiro mundo é outra coisa..lá até os mendigos falam inglês”..hehe..se eles falam, por que você não pode também?

Sendo assim, o Inglês para Leigos irá publicar de hoje em diante dicas, entrevistas, guias, entre outros para quem tem interesse em se aventurar em países de língua inglesa, seja para estudar, trabalhar ou um pouco de cada. E ninguém melhor que quem já vive ou viveu essa experiência para  poder contar com mais riqueza de detalhes.

intercâmbio no exterior

Para começar, vou publicar uma entrevista com o Renato S. Alves, brasileiro que mora há quase 2 anos em Orlando, Flórida (onde fica o..bem, vocês sabem..ehhe) e foi para lá estudar e realizar o sonho de morar fora do Brasil. Ele conta suas aventuras, entre outras coisas, no blog Um Brasileiro na Terra do Tio Sam, onde também dá dicas e nos mantém informado sobre algumas coisas que acontecem por lá. Vale a pena dar uma olhada. Se você gostar do blog do Renato, pode curtir a página do blog dele no Facebook e segui-lo no Twitter.

Segue a entrevista feita com ele por e-mail:

1.       Fale um pouco sobre você, onde nasceu, idade, onde mora, e o que faz atualmente nos EUA.

Renato Silveiro Alves, 42 anos.

Eu nasci em São Paulo, capital. Com 6 anos de idade minha família mudou-se para o interior de SP e até os 15 anos moramos em diversas cidades, sempre por conta do trabalho do meu padrasto. Aos 15 anos, cansado da monotonia das cidades do interior, voltei a São Paulo para estudar. Minha primeira formação foi Construções Civis pela FATEC. Depois de formado trabalhei na área de engenharia civil e detestei. Passei por diversos outros empregos, mais uma graduação (matemática) e alguns cursos de pós, até terminar a minha carreira no Brasil como professor de matemática em uma escola particular de SP, onde lecionei por 10 anos. Hoje moro em Orlando, na Flórida – EUA, onde atualmente estou matriculado no curso de Arquitetura de Interiores, um sonho antigo que estou realizando.

 

2.       Há quanto tempo mora nos EUA?

Eu cheguei a Orlando no dia 24 de Dezembro de 2009, então já vai completar dois anos em poucos meses.

 

3.       Porque os EUA?

Primeiramente pelo custo do curso. Países da Europa tinham um custo multiplicado por 2. Em segundo lugar possuo amigos que se ofereceram para me hospedar, facilitando ainda mais o processo. Por último, sempre gostei muito da cultura americana, músicas, filmes e especialmente da qualidade de vida e oportunidades que se pode ter neste país.

 

4.       Como é o processo para entrar nos EUA? Muita burocracia? O que é necessário?

Depende da faculdade em que você se inscreve. O processo para uma Universidade pública é complicadíssimo, cheio de pré-requisitos e exigências. Diferentemente do Brasil, todas as faculdades aqui são pagas, mesmo as públicas, e bolsa de estudos é difícil conseguir.

Eu mesmo tentei me inscrever em uma faculdade pública (pagando) e não fui aceito.

Já em faculdades particulares, o processo é mais simples. Basicamente precisam-se ter todos os documentos traduzidos oficialmente no Brasil. Estes incluem históricos escolares e diplomas. Precisa-se também ter resultado de proficiência na língua inglesa, o mais conhecido teste TOEFL, 80 pontos ou superior (o que equivale a 6,66% da prova). Também é preciso comprovar capacidade financeira para o primeiro ano (equivalente a 25 mil dólares) mediante apresentação de extratos de poupança e aplicações (estes também têm de ser traduzidos). Por último, recebida a carta de aceitação da faculdade, é preciso ir com toda esta documentação à embaixada americana no Brasil e tirar o visto F-1 (estudante).

 5.       Como foi sua ida até aí? Foi através de intercâmbio, por conta, através da empresa?

Está sendo financiada com recursos próprios. Anos de economia, FGTS de 8 anos e ajuda também do meu pai no Brasil. Tudo foi planejado antecipadamente, visto que pela lei, eu não poderia trabalhar legalmente por 4 anos.

 6.       Como é a vida aí? Quais os pontos positivos e negativos, comparando com o Brasil?

A vida aqui é muito diferente do Brasil. Tem pontos positivos e negativos, é claro. Eu diria que os pontos negativos são à distância da família e amigos, a incapacidade de trabalhar “legalmente” (estudantes com visto F-1, só podem trabalhar nos EUA no campus e é difícil conseguir uma vaga). Aqueles que se aventuram a trabalhar ilegalmente (principalmente para outros brasileiros) são explorados, tendo jornada superior a 12 horas ganhando menos que 8 dólares a hora. Outra coisa é que não existe saúde pública. Todos têm que pagar plano de saúde e quem não tem é um problema!

Já os pontos positivos são a qualidade de vida que melhora muito. Orlando, por exemplo, é a nona cidade mais limpa do país. Não tem poluição, o tráfego é mínimo (nunca peguei um até hoje) e o índice de violência é baixíssimo comparado com cidades como São Paulo onde vivia. Aqui as casas não têm muro divisório, grades nas janelas e as pessoas ainda deixam as portas de casa e os carros destrancados em frente às casas. A lei é pesada para quem desrespeita. Pode-se ir preso por coisas que no Brasil não daria em nada. A justiça me parece igual, não importa se você é rico, pobre, preto ou branco. As pessoas conhecem as leis e respeitam, além de serem muito educadas umas com as outras. Até hoje não sofri nenhum tipo de preconceito por parte de nenhum americano, seja no dia a dia (no supermercado, lojas, etc) ou mesmo na faculdade com professores. E é claro, o que todos sabem, os preços são baixíssimos e os impostos mais justos. Por exemplo, produtos de primeira necessidade (existe uma longa lista que vai de leite até gasolina) são isentos de impostos. A população tem acesso à boa educação pública e ingresso na faculdade mesmo sem dinheiro com ajuda (financiamento de 100% inclusive despesas pessoas) do governo. A gente vê coisas que não está acostumado no Brasil e no início é um choque. Por exemplo, caixas de supermercado que possuem uma BMW, pessoas de cor dirigindo Mercedes Benz e carros que no Brasil somente os muito ricos possuem, carteiro e lixeiro que tem casa com piscina. No princípio parece um paradoxo, mas depois se chega à conclusão que nada mais é que um pouco mais de justiça para a população. Se você trabalha, consegue muitas coisas aqui. 

 7.       Você pretende voltar a morar no Brasil algum dia?

Meu plano não era somente fazer o curso e voltar. Era um projeto de saída do Brasil. Eu não tenho muito controle sobre essa situação, talvez seja obrigado a voltar. No entanto, tenho esperança que, após a finalização do curso, eu encontre uma empresa que me contrate (visto possuir diploma americano) e possa ficar nos EUA.

 

8.       Você tem alguma dica para quem pretende morar no exterior sobre o que fazer, ou o que não fazer?

No meu blog eu tenho mil dicas. Vou deixar aqui as principais. Primeiramente, estudar no exterior não é um sonho impossível ou acessível somente para ricos. Se esse fosse o caso, eu jamais teria vindo. Portanto, se esse é o sonho do indivíduo, o importante é não desistir. A segunda dica mais importante é planejamento. Pode demorar 2, 3 ou mais anos, mas se for bem planejada e realista, mais fácil é a vinda e a estadia da pessoa no exterior. Precisa-se fazer muita pesquisa, estudar a língua e ir cumprindo com todos os requisitos. Não é um processo rápido. Eu mesmo economizei por anos, deixei de comprar muitas coisas, viajar, passear, etc para realizar o sonho que eu tinha.

Eu recebo emails todos os dias com listas de perguntas básicas. Coisas que facilmente as pessoas acham na internet ou mesmo nos textos do meu blog! Mas por preguiça de pesquisar, ou porque não querem ter o trabalho de traduzir uma página, acham mais fácil perguntar. Logicamente eu só respondo com os links onde as pessoas podem encontrar as respostas e acredite, ainda muitas se ofendem; querem tudo mastigado. Se este é o caso, me desculpe, mas esta pessoa não está qualificada para estudar no exterior. Por isso eu sempre digo que o caminho para uma estadia ou vida no exterior é “muito trabalho, muita pesquisa e muito planejamento.” Quando a pessoa é determinada, ela consegue o que quer.

Caso você conheça alguém que mora ou morou em algum país de língua inglesa, entre em contato para que eu possa agendar uma entrevista. Caso tenha outras perguntas para adicionar, pode deixar nos comentários, pois elas serão bem-vindas.

Até mais!

Ueritom

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Eu tenho 29 anos e sou apaixonado por computadores, internet e blogar. Sou professor de informática e possuo três blogs: http://www.inglesparaleigos.com , http://www.inglescommusica.net e http://www.feranoexcel.com .

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