Inglês é um “esporte”…

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O post de hoje é uma metáfora, baseada em um texto que li na internet. Fala de como devemos “encarar” o aprendizado da língua inglesa. Espero que gostem.

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A maioria das escolas e livros de idiomas trata o inglês como se fosse uma ciência exata, como matemática, por exemplo. Todos sabemos que a matemática possui algumas fórmulas, como o Teorema de Pitágoras, por exemplo. Ao se aplicar a fórmula usando-se os mesmos valores, teremos sempre o mesmo resultado. Isso está definido e consolidado; não tem como mudar. Se eu multiplicar 5 e 7, o resultado será sempre 35. Não tem como dar 29.

Com o inglês muitas vezes isso acontece também. Às pessoas são ensinadas algumas “fórmulas”, que seriam as regras gramaticais. Porém estas regras não são exatas, pois em sua maioria possuem exceções. Um exemplo clássico é a regra do -ed para o passado dos verbos. Porém, como todos sabem, existem várias exceções, que são os verbos irregulares.

O inglês seria melhor comparado a um esporte coletivo. Vou usar como exemplo o futebol, que é o esporte mais popular por estas bandas. No futebol, você não fica pensando no que tem que fazer. Você simplesmente joga. Não existem fórmulas a serem aprendidas e que irão garantir que você irá se dar bem no jogo. Claro que existem alguns padrões, como uma certa maneira de chutar a bola, ou certas “estratégias” que funcionarão bem, respeitando-se as regras do jogo.

inglês é um esporte

Mas o que quero dizer aqui é que, como no futebol, ao falar inglês a pessoa não fica pensando em regras, isso ou aquilo. Ela simplesmente fala. O bom jogo, assim como uma boa conversa, não tem espaço para “pensar”. A pessoa reage ao que está sendo dito. Cada falante é como se fosse um jogador. Mesmo que você fale a mesma coisa para 10 pessoas, cada uma responderá e/ou reagirá de uma maneira diferente, assim como você reagirá diferente para cada coisa que alguém lhe falar.

O futebol, bem como o inglês, é de certa forma imprevisível. Mesmo sabendo-se que em cada time existem 11 jogadores e que o jogo tem duração definida, nunca se sabe antes de o jogo começar o que irá acontecer e como a partida irá terminar. Para ter um bom “desempenho”, é necessário ter a “habilidade” necessária para conseguir reagir de forma instantânea e automática ao que está acontecendo. E isso se consegue com muito treino e muita prática em ambos os casos. Quanto mais você treinar, melhor você ficará. Com o tempo e a prática você vai desenvolvendo as habilidades necessárias e, quando se der conta, já será um “craque”.

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Por hoje é isso, espero que tenham gostado. Você pode ler a íntegra do texto que inspirou este post aqui (em inglês).

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3 Resultados

  1. Aluísio disse:

    Uma das formas de envolvimento com o Inglês Intuitivo é a leitura dos colóquios e usos de linguagem disponíveis no gibizinho “Monica’s Gang”, publicação mensal da editora Panini,
    criação de Maurício de Souza, atualmente no nº 39. O professor Ueritom faria bem incluir
    no material de seu blog algumas expressões interessantes observadas nos diálogos dentre
    as diversas histórias e aventuras constantes nessa divertida revistinha. Gulê gulê .

  2. Marcelo disse:

    Olá Ueritom,

    Isso me faz lembrar um tópico do Warren no successfullenglish onde ele diz que as pessoas tentam aprender Inglês através de regras e instruções.
    As pessoas reduzem ou tentam quebrar o idioma através de regras, peças e instruções, depois tentam montar essas peças como se fosse um quebra cabeça ou um equipamento qualquer seguindo um manual de instruções, onde o principal fundamento para elas é memorizar esse processo de montagem e depois recorrer a eles novamente quando necessário para uma remontagem.

    “a pessoa não fica pensando em regras, isso ou aquilo. Ela simplesmente fala. O bom jogo, assim como uma boa conversa, não tem espaço para “pensar””.

    O interessante é que muitos querem inventar ou defender tais regras, entretanto, como você mesmo disse, ao falar inglês não temos espaço para “pensar”, ora, se não pensamos como vamos pensar nas regras? Sendo assim, tais regras caem por terra.

    Eu sou um defensor do “Comprehensible input” e compartilho da teoria do Stephen Krashen no que diz respeito ao “Language Acquisition X Language Learning”, em suma, a aquisição de um idioma é o processo de assimilação natural, de forma intuitiva e subconsciente, proveniente da interação da pessoa com a língua alvo.

    Abraço.
    Marcelo

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